Quem inventou os folguedos, as festas do São João,
Quis bem saber os segredos ocultos no coração.
Porque a dança doidejante, a folia que entontece,
Deixa luzir num instante o que apagado parece.


Ó raparigas, folgai, folgai;
Doces cantigas, voai, voai.
Sopro divino, leve rumor,
Soltai o hino do nosso amor.


As estrelas que nos fitam, lá da altura a fulgurar,
Veem seios que palpitam, a paixão em cada olhar.
Os violões com ternura, as guitarras suspirosas,
Todos falam da ventura das nossas almas ditosas.

Ó raparigas, folgai, folgai;
Doces cantigas, voai, voai.
Sopro divino, leve rumor,
Soltai o hino do nosso amor.

© 2012 Quarentuna de Coimbra

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