CAPA NEGRA, ROSA NEGRA

 

Capa negra, rosa negra

Rosa negra sem roseira

Abre-te bem nos meus ombros

Como o vento numa bandeira.

 

Abre-te bem nos meus ombros

Vira costas à saudade

Capa negra, rosa negra

Bandeira de liberdade.

 

Eu sou livre como as aves

E passo a vida a cantar

Coração que nasceu livre

Não se pode acorrentar

 

 

TROVA DO VENTO QUE PASSA

 

Pergunto ao vento que passa

notícias do meu país

e o vento cala a desgraça

o vento nada me diz.

 

Mas há sempre uma candeia

dentro da própria desgraça

há sempre alguém que semeia

canções no vento que passa.

 

Mesmo na noite mais triste

em tempo de servidão

há sempre alguém que resiste

há sempre alguém que diz não.

 

© 2012 Quarentuna de Coimbra

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